Brasão Tupi

Tupi Football Club
"(…)E vive a glória dos imortais"

Novos Rumos

Ano de 2008

Campeão - Áureo taça

             Findo o ano de 2007, o Tupi passaria a traçar os rumos para os próximos anos. No dia 13 de outubro de 2007, o clube realizava nova eleição para a presidência e o advogado Áureo Carneiro Fortuna era eleito com 207 votos, tendo como vice o médico José Roberto Maranhas. O novo dirigente tomou posse em primeiro de janeiro de 2008 com o projeto de recuperar o prestígio do Tupi. Uma das preocupações da nova diretoria, além do fortalecimento do futebol, era com a parte social, que apresentava um quadro bem negativo. Dos 10 mil sócios, 1.800 são isentos do pagamento da taxa de manutenção e apenas 57 estavam em dia com suas obrigações. Além do fortalecimento do futebol.

Comissão técnica campeã da Taça Minas 2008

Comissão técnica campeã da Taça Minas 2008

            Com o Campeonato Mineiro pela frente e uma diretoria nova, o Tupi apostava em jogadores de clubes de menor porte do interior e no técnico Moacir Júnior.,que acabara de fazer campanha vitoriosa pelo Social, de Coronel Fabriciano. No segundo semestre, o Tupi conseguiu manter boa parte do time para disputa do Campeonato Brasileiro da Série C, mas a equipe decepcionou e foi eliminada na primeira fase. Contudo, na Taça Minas Gerais, a história foi diferente. Comandado pelo técnico Welington Fajardo, o Tupi conquistou o título do torneio pela primeira vez, batendo o América Mineiro na final, com destaques para Henrique e Ademilson, que acabou como artilheiro da competição. Com o triunfo na Taça Minas, o Galo Carijó conseguiu uma vaga na recém-criada Série D do Campeonato Brasileiro.

Ano de 2009

            Sofrendo um desmanche após o título da Taça Minas de 2008, o Tupi começou o ano de 2009 em busca de atletas para formação de um novo elenco. Apostou em jogadores experientes, como Rodrigo Mucarbel, Márcio Carioca e no técnico José Carlos Amaral. Sem resultados satisfatórios, Amaral foi substituído pelo jovem Leonardo Condé, de apenas 31 anos, que estava no início de carreira e havia trabalhado nas categorias de base do América Mineiro. Com algumas vitórias e poucos bons resultados, a equipe conseguiu se classificar para as quartas de final do Mineiro. Amargou, porém, uma derrota por 7 a 2 para o Cruzeiro e acabou eliminado do mineiro. Na Copa do Brasil, o Alvinegro foi derrotado pelo Criciúma logo na primeira fase.

Ano de 2010

            Com Léo Condé mantido no comando da equipe, o Galo se preparava para a primeira edição da Série D e apostando na juventude. Para o ano de 2010, o Tupi tinha como objetivo repetir as boas campanhas dos estaduais passados, e depositava suas esperanças em jogadores como Ademilson, Gedeon e Henrique. Com uma ótima campanha e boas atuações contra os grandes da capital, a equipe conseguiu se classificar na quarta posição e enfrentou o Ipatinga nas quartas de final. Com uma derrota por 2 a 1 fora de casa e um empate em 1 a 1 no Mário Helênio, o Tupi acabou eliminado precocemente.

            Novamente na Série D, o Alvinegro buscava repetir as boas atuações do ano anterior com o objetivo de buscar o tão sonhado acesso. Depois de um início ruim de Campeonato, veio a dispensa de Léo Condé e a contratação do experiente Ademir Fonseca (campeão mineiro do módulo II, em 2001 pelo Galo) e  de jogadores do interior do Rio de Janeiro. Sob o comando de Ademir, renovaram-se as esperanças para próxima fase da Série D. Porém as atuações não se repetiram e a equipe foi eliminada da competição nacional pelo Uberaba na fase seguinte.

Ano de 2011

            Com reforços vindos do interior mineiro e diversas apostas, o Tupi apresentava seu novo time para a temporada de 2011. Três anos seguidos na Série D, o clube contrata Ricardo Drubscky para dar novo rumo ao Carijó. E o trabalho competente de Drubscky levou o Alvinegro à conquista do título de Campeão Brasileiro da Série D de 2011 seria sobre o Santa Cruz, em pleno Estádio Arruda, em Recife, para um público 54.815 pessoas. Vitória Carijó por 2 a 0, selando a principal conquista da história do Tupi, um momento de grande visibilidade nacional para o clube.

Grupo carijó campeão Brasileiro Série C

Grupo carijó campeão Brasileiro Série D (Foto: Toque de Bola – Direitos Reservados)

Ano de 2012

            Passada a euforia do título brasileiro, o Galo Carijó começa o ano de 2012 com muitas expectativas, não só pelas disputas do Campeonato Estadual, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série C, mas pelo centenário celebrado pelo clube. A responsabilidade de comandar o Tupi no ano do centenário seria de Áureo Fortuna, presidente reeleito, em 15 de outubro de 2011. A chapa encabeçada por Áureo,  “Amor Pelo Tupi – Carijó Forte”,recebeu 231 votos (56,48%), contra 176 (43,04%) dados a chapa de oposição “Galo de Briga”, encabeçada por José Luiz Mauler Júnior. Foram registrados ainda um voto em branco (0,24%) e um nulo (0,24%), no total de 409 votantes. O vice-presidente seria Abemar Tadeu Martins Herdy, presidente do conselho deliberativo do clube na época.

            Dentro de campo, Alexandre Grasseli era a aposta da diretoria para o Mineiro, mas após três derrotas em três jogos, Grasseli foi dispensado e a volta de Moacir Junior foi oficializada. Pegando o Tupi na lanterna da competição, Moacir conseguiu uma sensacional recuperação e levou o Galo até as semifinais do Campeonato Mineiro. Com dois jogos duríssimos contra o Atlético-MG, a equipe sucumbiu diante do Galo da capital, mas levou o título de campeão mineiro do Interior.

Ano de 2013

            Com a manutenção do time campeão do interior e a contratação de alguns reforços pontuais, a expectativa era grande para a Série C. Os sites de aposta indicavam o Tupi como o time favorito a subir para a Série B em 2013. Entretanto, Moacir Jr. não repetiu o feito anterior e foi substituído pelo auxiliar técnico Felipe Surian., que também não apresentou resultados positivos. A direção do Tupi decide trazer para o comando da equipe, o experiente Antônio Carlos Roy, como a última esperança para manter o time na Série C. Apesar dos esforços, a equipe acabou rebaixada para Série D,

            Após o frustrante rebaixamento para Série D, o ano de 2013 seria de reconstrução. Nas mãos dos gestores Alberto Simão e Francis Melo, a diretoria aposta novamente em Felipe Surian para comandar a equipe na disputa da Série D do Brasileiro. No Campeonato Mineiro, o Galo até fez uma boa campanha, mas ficou em 5º lugar na primeira fase, ficando a três pontos do Villa Nova, 4º colocado. A equipe ainda disputaria a Copa do Brasil, sendo eliminada logo na primeira fase pelo Luverdense-MT.

            Francis Melo deixa a gestão do clube, e Alberto Simão passa a responder sozinho pelo futebol do Carijó, auxiliado por Cloves Santos. Parte da equipe foi mantida, e alguns reforços chegaram para tornar o elenco mais competitivo. O comandante Felipe Surian também permaneceu, sendo o escolhido para buscar mais um acesso.

            O Tupi na primeira fase teve uma atuação irrepreensível: em oito jogos foram sete vitórias e uma derrota, se classificando com folga na primeira colocação do Grupo A6, que, além do Tupi, contava com o Resende-RJ, Nova Iguaçu-RJ, Aracruz-ES e Araxá-MG. Na fase seguinte, os carijós enfrentariam a Aparecidense-GO, que se classificou em segundo lugar no Grupo A5. Na primeira partida da fase eliminatória contra os goianos, empate em 1×1, em Aparecida de Goiânia. O jogo de volta seria em Juiz de Fora, e uma simples vitória classificava o time juizforano.

             No dia 07 de setembro de 2013, Tupi e Aparecidense entravam em campo para decidirem uma vaga nas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. A partida transcorria normalmente e muito disputada. Nos momentos finais, o jogo estava empatado em 2 a 2 e o Galo precisava de mais um gol para se classificar. Entretanto, aos 44 minutos do segundo tempo, em um lance confuso na área, a bola sobrou nos pés do artilheiro carijó Ademilson, que na saída do goleiro arrematou para o gol vazio, mas o massagista da Aparecidense, denominado de Esquerdinha, que estava encostado à trave, após atendimento a um jogador da equipe goiana, invade o campo e tira o que seria o gol da classificação do Tupi. E por duas vezes, já que ao tirar deu rebote e em seguida, após conclusão de Henrique, tira a bola novamente.

Esquerdinha impede o gol do Tupi num dos lances mais bizarros do futebol brasileiro

Esquerdinha impede o gol do Tupi num dos lances mais bizarros do futebol brasileiro (Foto: Leonardo Costa)

            O lance inesperado causou grande confusão e foi julgado na Justiça Desportiva. No dia 16 de setembro, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva julgou em primeira instância o caso. Na decisão, o tribunal eliminou a Aparecidense da competição, resultado que classificou automaticamente o Galo. O massagista do clube goiano foi punido com 24 jogos de suspensão. No dia 18 de setembro, a Aparecidense recorreu da decisão. O caso foi julgado novamente no dia 26 de setembro, confirmando a exclusão dos goianos e classificação do time de Juiz de Fora às quartas de final da competição por unanimidade. O caso do massagista Esquerdinha, sem dúvida, ficou marcado na história carijó.

            Nas quartas de final, o Galo travou uma verdadeira batalha contra o Mixto-MT e com um empate por 1×1, em Cuiabá e uma vitória por 3 a 2, em Juiz de Fora, sacramentou seu retorno para a Série C. Com o objetivo cumprido, a equipe do Tupi enfrentou o Juventude de Caxias do Sul nas semifinais e acabou eliminada com uma derrota de 4 a 0, no Sul, e uma vitória por 1 a 0, em Juiz de Fora.

Ano de 2014

            No dia 05 de outubro de outubro de 2013, o Tupi conhecia seu novo presidente. Em eleição com chapa única, Myrian Fortuna, foi eleita presidente do Tupi, tendo como vice Geraldo Magela Tavares, recebendo 138 dos 178 votos registrados na eleição. Com uma nova gestão, o Tupi começa a traçar suas metas para o ano de 2014 e em novembro de 2013 anuncia Wilson Gottardo como novo técnico. A diretoria apresenta novos projetos de marketing, entre eles o de Sócio-Torcedor e o da TV Carijó. Dentro de campo, o clube inicia a disputa do Campeonato Mineiro. Gottardo deixa o time após três jogos e Ludyo Santos assume.

            Entre altos e baixos no Campeonato Mineiro, o clube decide por buscar um comandante com maior experiência para reta final do estadual e convoca Paulo Campos, que chegou a ser auxiliar de Wanderley Luxemburgo no Real Madrid, com Ludyo retornando ao posto de auxiliar. O Tupi cresce no momento decisivo. Chega à última rodada precisando de uma simples vitória sobre o Guarani de Divinópolis para alcançar as semifinais. Neste meio tempo, o Galo estrearia com vitória de 2 a 0 e classificação antecipada na Copa do Brasil, diante do Juazeiro na Bahia. O próximo adversário seria o Fluminense, do Rio de Janeiro.

            Pela rodada decisiva do Campeonato Estadual, o Tupi sucumbe diante o Guarani e perde por 2 a 1 dentro dos seus domínios, desperdiçando a chance de alcançar mais uma vez a fase decisiva do Campeonato Mineiro. Após a eliminação no Mineiro, Paulo Campos deixa o comando do Galo, que decide trazer um velho conhecido de volta, Léo Condé, que estava na Caldense. A estreia de Léo foi contra o Fluminense, de Fred e companhia, e os tricolores cariocas acabam vencendo o Tupi por 3 a 0 em pleno Estádio Mário Helênio, eliminando assim a partida de volta, como manda o regulamento da competição. Após os fracassos no Campeonato Estadual e na Copa do Brasil, o momento era de se concentrar na disputa da Série C.

            Com experiência acumulada e o rebaixamento para Série D ainda vivo, o Tupi, capitaneado pelo gestor de futebol Alberto Simão, se preparou de maneira mais profissional para competição de 2014. Presente no grupo B ao lado de equipes tradicionais como Juventude, Guarani, São Caetano, Mogi Mirim, Macaé, Madureira, Duque de Caxias, Caxias do Sul e Guaratinguetá, o time de Juiz de Fora fez um primeiro turno cheio de altos e baixos. No segundo turno, o Tupi veio com outra postura e assumiu a liderança da chave. Atingiu um expressivo número de treze partidas sem derrotas, se tornando o clube com a maior série invicta do país, contando todas as quatro divisões. Ao término da primeira fase, o Galo se classificaria em primeiro e enfrentaria o quarto colocado do grupo A, que seria o Paysandu/PA. O Tupi estava então a dois jogos do inédito acesso à Série B do futebol brasileiro.

            Entretanto, o confronto contra o tradicional “Papão da Curuzu”, como é chamado o Paysandu, não foi como esperado. O Tupi entrou como favorito, mas acabou derrotado nas duas partidas: 2 a 1 em Belém do Pará, e 1 a 0 no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.

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