Brasão Tupi

Tupi Football Club
"(…)E vive a glória dos imortais"

Década de Ouro

           No dia 19 de junho de 1932, o Tupi começava a se estruturar de maneira definitivamente profissional e inaugurava o seu estádio próprio, o Salles Oliveira, no bairro de Santa Terezinha, uma homenagem ao ilustre torcedor do clube, o advogado, professor, jornalista e político, Francisco de Salles Oliveira. Na época, o estádio foi considerado um marco para a região, pois era o maior e mais moderno da Zona da Mata. Tinha como objetivo ser uma praça de esportes, pois juntamente com o campo de futebol, existia espaço para basquete, vôlei, pista de atletismo e também um salão de festas. Desta forma, o clube começava a criar o seu patrimônio.

            No jogo de inauguração do estádio, o Tupi enfrentou o Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, com a presença de 8 mil pessoas. A partida terminou em 1 a 1 e o primeiro gol em Santa Terezinha foi aos 10 minutos do segundo tempo, marcado pelo carijó Bianco. O Tupi era formado por Pachoal (depois Armando), Nariz e Belozzi; Caiana, Lima e Magalhães; Vavá, Miro, Lage, Bianco e Nery. O Vasco por Marques, Domingos e Itália; Tinoco, Mamão e Lino; Baiano, Paschoal, Russinho, Mário Mattos e Santana.

            Em agosto de 1933 era inaugurada a iluminação elétrica do Salles Oliveira, mesmo ano em que o futebol, enfim, se tornava profissional na cidade de Juiz de Fora. Neste ano, o Tupi se sagrava campeão da cidade de maneira invicta, além de conquistar o vice-campeonato estadual. Esta equipe era formada por: Adinho, Paixão, Belozzi, Lage, Miro, Jairo, Oliveira, Caiana, Coruja, Onestaldo, Magalhães, Lima, Bianco, Nery, Geraldinho e Michel.

            O Tupi tornou-se um time quase imbatível na cidade a partir da década de 30, período que ficou conhecido como a “década de ouro” do Galo, e sagrou-se tricampeão de Juiz de Fora, sendo campeão invicto em 1935 e 1937. No entanto, anteriormente, em 1933, o Tupi faria uma das melhores campanhas de sua história, se tornando o primeiro vice-campeão mineiro, e tendo de quebra o artilheiro do torneio, Lage, com 13 gols.

            Naquele ano, a Federação Mineira promoveu a unificação dos dois campeonatos no Estado, o de Belo Horizonte e o de Juiz de Fora, e colocou em disputa o título de Campeão Mineiro pela primeira vez. O Villa Nova, da cidade de Nova Lima, se tornaria o grande campeão, e o Tupi, vice. A campanha do Galo foi marcada por importantes resultados, como vitórias de 5 a 2 contra o Atlético, 4 a 2 sobre o Sport, 6 a 2 sobre o time do América, e 4 a 3 diante do Cruzeiro, tendo apenas três derrotas, umas delas para o campeão Villa Nova. O Galo Carijó, no entanto, só voltaria a disputar o Campeonato Mineiro 36 anos depois.

           O Tupi e os demais clubes de Juiz de Fora continuaram disputando os campeonatos da cidade por mais 20 anos. O torneio passou a contar com times da Zona da Mata e da Mantiqueira e ser chamado de “Divisão Especial” pela Federação Mineira. Entretanto, em 1961, os clubes se negaram a aceitar o critério de rebaixamento e acesso, criado para o Campeonato Mineiro, com o surgimento do Campeonato da Primeira Divisão, que foi disputado pelos times das regiões centrais e do Triângulo Mineiro.

            Em 1942, o Galo reviveu o jogo de inauguração do Estádio Salles Oliveira, um confronto diante do Vasco da Gama. Dessa partida, resultaria um novo empate em 1 a 1. Ainda em 1942, o Estádio Salles Oliveira recebeu uma nova iluminação. A década de 40 foi recheada de vitórias para o Tupi. O clube conquistou diversos títulos, inclusive em 1945, sem perder um ponto sequer. Em 1948, o Carijó enfrentava o Galo da capital em amistoso, com vitória do Atlético Mineiro por 2 a 1. Em 1950, o clube enfrentou o tradicional Bangu, do Rio de Janeiro, com triunfo do Alvinegro por 2 a 1.

Equipe do Tupi na década de 40

Equipe do Tupi na década de 40

         A década de 50 não foi muito diferente. O Tupi continuava a conquistar importantes títulos e vitórias, com destaques para os primeiros lugares de 1951 (invicto), 1952, 1954 e 1958, e para as vitórias diante do América, do Rio de Janeiro, por 1 a 0; e por 2 a 0 sobre o Cruzeiro em 1952. Quatro anos depois, o Tupi vencia mais uma vez o Atlético Mineiro por 2 a 0 e ratificava sua importância no Estado de Minas Gerais. Em 1962 o Tupi teve sua primeira vitória, atuando em campos do Rio de Janeiro, com o resultado de 3 a 2 sobre o Botafogo, em General Severiano. O Galo jogou esta partida com este time: Hélio, Pino e Ely; Mauro, Gonzaga, Carango e Adilson; João Pires, Jorge, Murilo e Toledo.

            Ainda em 1950, precisando construir uma sede social, o Tupi acabou trocando o Estádio Salles Oliveira por um terreno na Rua José Calil Ahouagi, onde seria construída, posteriormente, a sede social do clube. Desta forma, no ano de 1950, o Estádio Salles Oliveira passou a pertencer à Prefeitura de Juiz de Fora. Ciente da importância do Salles Oliveira, o Tupi resolveu fazer uma permuta com a Prefeitura, disponibilizando um terreno que possuía na Avenida dos Andradas (onde hoje é o Pronto Socorro), em troca do estádio. Nesta transação, o Tupi ficaria ainda obrigado a restituir cerca de 600 mil cruzeiros na época. Porém, essa dívida acabou perdoada pelo então Prefeito Olavo Costa, com grande esforço de Gabriel Gonçalves da Silva, o Bié.

       Nesta época, o clube alvinegro ganhou seu primeiro estatuto impresso. O Dr. Salles Oliveira já havia reorganizado o clube como Associação Esportiva Civil, mas, em 1931, houve nova reformulação; só que desta vez de forma definitiva. Posteriormente, o estatuto foi reformulado.

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