Nossa História

O Tupi Football Club é uma agremiação esportiva da cidade de Juiz de Fora-MG. É um dos clubes mais tradicionais do interior do estado. Atualmente disputa o Módulo 1 do Campeonato Mineiro e a Série D do Campeonato Brasileiro.

FUNDAÇÃO

Fundado em 26 de maio de 1912, o Tupi tem suas raízes no Bairro de Santa Terezinha, onde é proprietário do Estádio Salles Oliveira. Porém, com a construção do moderno Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o clube optou por mandar seus jogos no local e utilizar as instalações de Santa Terezinha para treinamentos.

PRIMEIROS PASSOS

A primeira partida disputada aconteceu no Campo Alfândega (hoje Praça Antônio Carlos) diante do Tupynambás, também de Juiz de Fora, e terminou empatada em 1 a 1. A primeira vitória também foi sobre o clube do Poço Rico, goleada por 4 a 0.

INAUGURAÇÃO DO SALLES

No dia 19 de junho de 1932, o Tupi começava a se estruturar de maneira definitiva e inaugurava o seu estádio próprio, o Salles Oliveira, no bairro Santa Terezinha. O nome é uma homenagem ao ilustre torcedor do clube, o advogado, professor, jornalista e político, Francisco de Salles Oliveira. No jogo de inauguração, o adversário foi o Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro. A partida terminou em 1 a 1 e o primeiro gol foi marcado aos 10 minutos do segundo tempo, por Bianco, atleta carijó.

FANTASMA DO MINEIRÃO

No fim de 1965, o Cruzeiro sagrava-se Campeão Mineiro e o Tupi amargava uma de suas piores campanhas no Campeonato Municipal. Em janeiro de 1966, o Tupi convidou a Raposa para uma partida amistosa em Juiz de Fora. Escalado com grandes nomes do futebol nacional, como: Tostão, Dirceu, Piazza entre outros, o time de Belo Horizonte foi surpreendido e acabou derrotado pela renovada equipe Carijó por 3 a 2. Em seguida, a surpreendente derrota do Cruzeiro para aquele time do interior estimulou o Atlético Mineiro a convidar o Tupi para um amistoso no Estádio do Mineirão.

Mesmo com o apoio da torcida atleticana, os mandantes caíram diante dos juiz-foranos por 2 a 1. Com o objetivo de descontar as derrotas anteriores dos grandes da capital, cabia ao América Mineiro propor um confronto. Não deu outra, o Coelho, também acabou sendo derrotado dentro do Mineirão, também por 2 a 1

Depois do sucesso absoluto e no mínimo curioso, o América convidou o Tupi a disputar um pentagonal. Porém, apenas quatro equipes disputaram o torneio pelo fato do Palmeiras ter desistido. Novamente frente a frente com o Cruzeiro, agora dentro do Mineirão, o Tupi, mais uma vez, surpreenderia e venceria a equipe celeste por 2 a 1. Aquele resultado acabou entrando para a história.

Após bater os três times da capital dentro do Mineirão, num curto espaço de tempo, o Carijó passaria a ser conhecido nacionalmente como o “Fantasma do Mineirão”. Na sequência do torneio, o Tupi ainda empatou com o Botafogo em 0 a 0, e perdeu a decisão para o América Mineiro.

TUPI x BRASIL

O sucesso do Tupi despertou a atenção de todo o país. Em 1966, o Carijó foi convidado por Vicente Feola, treinador da Seleção Brasileira para fazer alguns jogos-treinos contra o Escrete Canarinho. Um desses embates ficaria marcado para sempre, o empate em 1 a 1. João Pires marcou para o Tupi e Servílio, que entrara no lugar de Pelé na segunda etapa, igualou o marcador.

O Tupi atuou com Valdir; Manoel, Murilo, Dário, Walter, Mauro, França, João Pires, Toledo, Vicente e Eurico, comandados por Geraldo Magela Tavares. Já o Brasil começou com: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Altair, Paulo Henrique, Denilson, Lima, Garrincha, Alcindo, Pelé e Jairzinho.

Evolução do escudo Carijó

1912 a 1913

1913 a 1943

1944 a 1989

1989 a 2011

2011 a atualidade

Mascote

O mascote do Tupi Football Club é o Galo Carijó.

A escolha do animal como símbolo do clube ocorreu para homenagear o principal fundador da equipe, Antonio Maria Junior, que tinha o apelido de Carijó.

HINO

Vão desfilar as emoções,

Vão repetir-se as tradições,

É o Tupi, é o galo, o índio, é o coração

Batendo, batendo forte

Em compassada vibração.

Tupi, Tupi é união!

Dos campeões, o campeão!

É força viva,

É muito mais que uma paixão.

É a jogada,

É o silêncio de um instante.

É a repentina explosão dos carijós.

Ao tremular do alvinegro pavilhão,

Vibra a torcida,

Ganha o time inspiração.

Surge na luta a chama viva da esperança,

E o galo forte carijó não tem rivais…

Grandes vitórias sempre alcança,

E vive a glória dos imortais

 

 

Autores: Música de Geraldo Santana e Carlos Odilon

Letra: Messias da Rocha